A Águas do Centro Litoral (AdCL) assinalou, dia 04 de maio de 2026, o início da obra de remodelação da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) do Choupal, uma infraestrutura estratégica para o sistema de saneamento do concelho de Coimbra e para a melhoria do desempenho ambiental da região.
A sessão contou com a presença da Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, do Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, José Pimenta Machado, do Presidente do Conselho de Administração da Águas de Portugal, António Carmona Rodrigues, da Presidente do Conselho de Administração da Águas do Centro Litoral, Filipa Alves, e restante conselho de Administração. Esteve, ainda, presente o anterior Conselho de Administração da AdCL.
Durante a cerimónia, foi formalizada a assinatura do auto de consignação da empreitada, entre a Águas do Centro Litoral e a empresa Oliveiras – Engenharia e Construção, representadas, respetivamente, pelo diretor o de Engenharia, Mauro Azevedo e pelo diretor técnico da empreitada, Luís Pereira, assinalando o início oficial da intervenção.
Após mais de três décadas de funcionamento, a infraestrutura encontrava-se tecnologicamente desatualizada e com equipamentos em fim de vida útil, tornando necessária uma intervenção profunda de modernização.
Na sequência de vários concursos públicos lançados desde 2017, e com a aprovação do projeto de execução em abril de 2026, a consignação da empreitada marca o arranque efetivo da obra.
Com um investimento de mais de 36 milhões de euros, a obra visa reforçar a eficiência ambiental e energética da infraestrutura, que serve atualmente cerca de 200 mil habitantes-equivalentes. O projeto será desenvolvido nos terrenos da atual ETAR, assegurando a continuidade do serviço durante toda a intervenção.
O Presidente do Conselho de Administração da Águas de Portugal, António Carmona Rodrigues, sublinhou a dimensão e inovação do projeto, afirmando que a ETAR do Choupal representa “um desafio único”, que exige “uma intervenção cirúrgica”
A remodelação surge em resposta às exigências ambientais associadas à descarga de efluentes no Rio Mondego e pretende garantir o cumprimento da legislação nacional e comunitária, atual e futura. Neste contexto, o Presidente do Conselho Diretivo da Agência Portuguesa do Ambiente, José Pimenta Machado, realçou que “o futuro do Mondego começa e trata-se aqui”, sublinhando a relevância ambiental da intervenção.
Em paralelo, a solução aposta na sustentabilidade e na valorização energética, integrando uma unidade solar fotovoltaica de 300 kWp e uma central de cogeração baseada na valorização do biogás, contribuindo para a autonomia energética da instalação.
A nova linha de tratamento incluirá melhorias ao nível do pré-tratamento, decantação, tratamento biológico e gestão de lamas, com destaque para a digestão anaeróbia e valorização energética. Está igualmente prevista a criação de uma unidade dedicada à receção e tratamento de efluentes provenientes de fossas sépticas.
Para além das componentes técnicas, o projeto contempla a construção de novas infraestruturas de apoio à operação e manutenção, bem como a requalificação dos acessos e espaços exteriores, promovendo melhores condições de funcionamento.
A Presidente do Conselho de Administração da Águas do Centro Litoral, Filipa, Alves, destacou, também, a relevância do investimento para o território, para Coimbra, para o rio Mondeo e para as próximas gerações. “É um investimento em qualidade de vida, proteção ambiental, saúde pública e futuro”, afirmou, agradecendo, também, a todos “os que tornaram possível chegar até aqui”.
Já Ana Abrunhosa, Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, enfatizou o impacto estruturante da obra para o território, considerando tratar-se de “um compromisso claro com a sustentabilidade ambiental, com a saúde pública e com a qualidade de vida das populações”.
A intervenção representa uma das maiores empreitadas recentes no setor do saneamento na região de Coimbra, com conclusão prevista para 2029.
A Águas do Centro Litoral reforça, assim, o seu compromisso com a qualidade ambiental, a inovação e a prestação de um serviço público essencial às populações que serve.